Olá pessoal!!!!
Vou escrever hoje algumas reflexões sobre relacionamentos, não sei se estou certa, mas, talvez isso se encaixe em algumas vivências.
Pessoal, sempre escrevi sobre doar e receber e que para se ter um relacionamento bacana, é necessário de dança e movimento. Estive pensando que isso, talvez, não seja tão simples assim, pois, para dançar a gente tem que saber dançar e às vezes a dança não é conhecida por nós.
Explicando melhor, quando escrevi sobre cuidar de nós, para que possamos relacionar, não pensei que talvez, algumas pessoas se cuidam tanto e reprimem com todo cuidado do mundo suas vontades, ou que talvez, algumas pessoas até sintam vontade de algo, mas não tem coragem de deixar acontecer.
Pensei também que às vezes aprendemos que sentir algo, é "bobagem" e por acreditarmos que isso é bobagem, deixamos de lado a poesia da vida. Não permitimos receber e o doar e fazer, fica como ponto crucial nos relacionamentos. Então, em um belo dia, nos deparamos com alguém que quer doar e não receber, e as coisas ficam estranhas, pois, uma vida construída só por doações, gera solidão e digo mais, uma solidão rígida, isto é, muralha de aço.
Talvez, pensamos o outro, como um ser submisso e passível, mas talvez não seja isso, penso que pode ser algo voltado à nossa capacidade de rendição, de baixar a guarda.
Imaginem só, você a vida toda, plantando e colhendo o seu próprio alimento e se mantendo, batalhando para viver e fornecendo tudo isso às pessoas que necessitam. Certo dia, você encontra uma pessoa parecida contigo e que só sabe fornecer alimento e não tem capacidade de receber, conseqüentemente o alimento estraga, pois, se estamos acostumados a plantar para sobreviver e doar, não tem entrega e o alimento sobra.
Pensando nessa relação doar e receber, pude refletir que talvez, não nos permitimos receber afeto das pessoas, por estarmos acostumados a doar somente. Às vezes o parceiro(a) não é submisso, mas sim, um doador incondicional, que não consegue receber. Sentimos enjôo e raiva de relações assim, pois, sobra afeto dos dois lados, existe a dificuldade em dividir e relacionar-se.
Deixo vocês com essa reflexão e com um trecho do show do Chico (Eu fui nesse show, na platéia, morram de inveja), com a música Leve.




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