“As vitrines” de “Lola”: Observar, desejar e realizar.

01 Fevereiro 2011

Olá pessoal!
Sei que sumi um pouco aqui do blog, não foi por desinteresse, mas sim, um momento sem criatividade e com muitas tarefas intelectuais e familiares. To terminando a pesquisa sobre o uso de preservativo e logo que terminar escrevo um texto sobre a temática novamente, pois, acredito que desta forma, faço minha contribuição em relação à prevenção de DST/AIDS (Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS). Bom, então vamos ao que interessa, isto é, discorrer o texto sobre “As vitrines” de “Lola”.
No mês de janeiro, uma rede televisiva transmitiu uma minissérie que fazia analogia com algumas músicas do mestre e gênio maior, Chico Buarque. Desde então, tenho pensado em escrever algo baseado em alguma música, como já fiz algumas vezes, então, como tenho muito apreço com a música “As vitrines”, fiquei pensando na temática, do ponto de vista do observador apaixonado, que não se entrega, que só deseja, não realiza e nem desiste. Pouco tempo depois, me apaixonei pela música “Lola” e consegui observar a ponte de uma música para a outra (nossa como eu to enrolando, mas, é necessário).
A música “As vitrines” nos mostra o recorte de uma pessoa sonhadora apaixonada por um alguém à distância, alguma pessoa que para essa sonhadora é inalcançável, portanto, se envolve de tal maneira, que se vende à esperança do momento em que seu objeto de desejo surge em seu cotidiano. Talvez nossa observadora tenha receio de se aproximar por medo de frustração ou por medo de tornar realidade sua fantasia.
Nos versos “eu te vejo sumir por aí/ Te avisei que a cidade era um vão/ Dá tua mão, olha pra mim/ Não faz assim/ Não vai lá não”, mostra que tal sonhadora, sente o incômodo da distância e de não saber o que acontece na vida da pessoa amada e ao mesmo tempo, no verso seguinte, fica confusa, quando o objeto de amor expressa sentimentos para pessoas que estão ao seu redor (os letreiros que colorem) e quando observa alguma reação de insatisfação, transfere para o intimo e se contenta somente com uma expressão.
Ela sonha e fantasia com o que sente e o que poderia ser, leva a fantasia para sua vivência diária, pois, acredita que talvez algo possa se tornar real, mas, por outro lado, acredita que existem outras pessoas poderiam chamar a atenção e envolver a pessoa amada.
A vida nesse recorte é monocromática, é sem sal, um tédio, nada tem sentido, mas, quando ele aparece, o dia fica colorido e abre-se a esperança de ser poesia legitima ao lado dele e ela captura e degusta qualquer ato, gesto ou expressão à distância, sem ele saber.
Bom o que essa música tem em comum com a música “Lola“? Essa música, pelo menos em minha opinião, pode ser a realização da música “As vitrines”. Fala sobre a elaboração do sonho afetivo, isto é, ele é o único (legitimo) que consegue afetar nossa observadora, é por ele que ela dedica seus sonhos e desejos íntimos.
No início da música ela mostra um certo apreço pelo sentimento de dominação que ele exerce sobre ela e que teve tempo pra saber sobre o que sentia e sobre a esperança de se relacionar com ele. Assim como em “As Vitrines”, “na galeria cada clarão é como um dia depois de outro dia”, é melancólico e ela tem que se contenta somente com a presença, na música “Lola”, a pessoa amada transforma sua vida em diversão e trás de volta sentimentos antigos, afinal, ela sabia que isso ia acontecer um dia, mas, nada do que ela sabia era válido, pois, era fantasia sua certeza, pois, na realidade é tudo diferente. Ela deixou de ser fantasia e passou a bailar com ele na realidade, pois, houve um encontro verdadeiro e gratificante.
Bom, fica difícil colocar algumas elaborações em palavras, estou muito feliz em escrever esse texto, pois, sou obcecada por essas músicas, vou postar os vídeos agora no final. Tenho uma ressalva, sobre o sentimento de dominação de “Lola”, eu acredito que no campo das paixões, existe esse sentimento e se não existisse não teria o movimento e vontade de ficar junto.
Deixo vocês com muito carinho e agradeço por todos os e-mails e visitas que tenho recebido ultimamente, lembrando que o blog não é espaço terapêutico e que são as minhas opiniões que expresso aqui. Eu que refleti sobre as músicas e decidi escrever, nunca vi o Chico publicar nada em relação a isso.
E eles viveram felizes para sempre kkkkkkkkkkkkkkkkkkk brincadeirinhaaaa, foram viver a vida como um casal normal, ou não...



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