Olá pessoal, consegui abrir um espaço pra escrever, to com a semana corrida, sem tempo para quase nada do que gosto.
Vou escrever sobre falsos mocinhos, ou seja, sobre “homem banana”, ou seja, aqueles que justificam sua bondade por falta de opinião e coragem de mostrar como são.
Meninas sabem aqueles garotos que fazem tudo o que vocês querem e que com o tempo, dá repulsa? E quando pensamos em terminar ficamos com certo tipo de culpa, dizendo a nós mesmas: “Ele é tão bonzinho, faz tudo o que eu quero, nunca reclama” e sempre vem alguma pessoa e fala “mulher gosta de ser pisada”? Ou te rotulam como mulher de malandro?
Não é que mulher gosta de ser pisada e nem quer dizer que somos “mulher de malandro”, mas sim, que gostamos de segurança. Esse tipo de sujeito, não é seguro de suas opiniões, por isso, faz tudo o que queremos e quando mais necessitamos da espontaneidade deles, não temos, pois, temos que solicitar a ajuda. Em certos casos, precisamos fazer um mapa ou desenhar nossas necessidades, pois, este tipo de ser nos abandona afetivamente, já que a atitude deles depende da nossa.
Em relacionamentos dessa forma, o tal falso mocinho, se faz de vítima quando solicitamos atitude deles, chegam a dizer que realmente estão preocupados com o relacionamento e que morrem de medo do rompimento.
Essas pessoas são acomodadas e estão no relacionamento por conveniência, não por que gostam de ficar conosco, mas sim, porque gostam da comodidade, gostam de não se mostrar, afinal, se relacionar com a parceira, gasta energia e dá trabalho, então, é mais fácil e cômodo fazer tudo o que a parceira quer e não pensar, para essas pessoas é mais simples, pois, gostam de empurrar a vida com a barriga.
Com o tempo, sentimos repulsa, como eu escrevi no começo do texto, pois, sempre um dos parceiros age pelos dois e nutre deficientemente o relacionamento, vira uma relação narcisista e solitária, isto é, a famosa “solidão a dois”.
Como estamos sentindo carência afetiva e o nosso parceiro só funciona se o colocarmos para funcionar, na hora da cama, a libido morre, não sentimos vontade, pois, não existe movimento do mané em outras partes do relacionamento e aí, o falso mocinho cobra a relação sexual, se colocando no papel da vítima novamente, dizendo que somos secas e que não somos carinhosas, o que na verdade, não somos nós, são eles que não fazem a parte deles.
Volto a dizer coleguinhas, mulher gosta de segurança e gosta de saber que tem com quem contar, não de alguém que as obedece, na verdade, acho que ninguém gosta disso, pois, se todas as nossas vontades fossem supridas, não teríamos porque viver, pois, o adiamento do prazer em alguns momentos serve para evolução, e no relacionamento afetivo movimenta e une os parceiros, é como se fosse uma dança.
Escrevi isso em um dos meus primeiros textos aqui no blog e volto a dizer, nossos primeiros objetos de afeto, são nossos primeiros cuidadores, ou seja, nossos pais na maioria dos vezes, visto que, no processo educacional, nem sempre são bonzinhos e fazem tudo o que queremos, a bondade deles está em ensinar a suportar frustrações, ter autonomia e maturidade em nossas decisões e que devemos ser ponderados com os nossos atos e equilibrados em nossas vidas.
Ensinam-nos a viver em sociedade e nos tornarmos seres civilizados, portanto, para vivermos em sociedade devemos abdicar nossos desejos em alguns momentos e em outros momentos, satisfazê-los de forma amadurecida, com consciência e autonomia e não abdicar em tudo, para satisfazer o próximo, afinal, o mocinho no final do conto de fadas, salva a mocinha por espontaneidade, por vontade e não porque ela mandou. A mocinha salva o mocinho, por dar movimento aos dias tediosos dele, antes de conhecê-la.
Encerro a postagem por aqui e não deixo um vídeo, como sempre, no final do post, porque não havia formas de colocar aqui o clipe, mas deixo o link para assistirem.
http://www.youtube.com/watch?v=ZGoWtY_h4xo&playnext=1&list=PL5FAAD956D61D5910




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